26/11/09
SER BOM INCOMODA
No Blog do Altino Machado, ele se fez uma matéria que denuncia a briga de dois médicos: Um deles é sobrinho do ex-governador Jorge Viana e seu irmão Tião Viana, o outro um médico peruano. Vi muita demagogia nas suas escritas, pois seu blog nunca foi de publicar artigos de página policial. Como as pessoas que foram as vias dos fatos um é sobrinho de quem será eleito governo no próximo ano, ele não perdeu tempo. Se fossem duas figuras sem expressão, ele não os homenagearia.
O que me fez fazer no referido blog o seguinte comentário:
“Um Viana incomoda muita gente, Dois Viana incomoda muito mais e agora Três, pode-se imaginar”
Esse Vianinha motivo da postagem eu nunca tinha ouvido falar, para mim era só os dois e o pai Wilde Viana.
Quando cheguei ao Acre no de 1984 a cidade Rio Branco era um verdadeiro lixão, o estado não tinha rodovias, partindo de Rio Branco para ir ou vir ao Quinari saborear um delicioso amendoim agora no máximo gasta-se 20 minutos. Para Brasiléia a viagem durava ate 8 horas, Assis Brasil em período invernoso até 02 dias de viagem. Hoje para Brasiléia no máximo 02:30 e para Assis Brasil mais 01:30h.
Com a chegada da FPA, com os Vianas no comando a coisa mudou, ouve progresso que nem preciso eu aqui citar quais foram às realizações, são visíveis, é um novo estado onde os cidadãos têm vida digna. E isso, deixou e esta deixando aqueles que já estiveram no poder doidos e revoltados, os próprios que sobreviviam dos desmandos hoje se faz perfeitos. São eles que querem comandar novamente este estado, com isso formam opinião ao seu bel prazer, e, infelizmente ainda existem pessoas loucas para voltar “mamar nas tetas” do governo absolvem a idéia dos desesperados. Para quem vive do contra nunca verá virtudes nos seus algozes.
Sou conhecedor que ainda tem muita coisa a ser feito, sou um ferrenho crítico que a saúde deveria ter mais investimento, sou um grande crítico que a empresa gestora de energia Eletroacre é um símbolo de má gerência, mas penso que estamos no caminho. Quem já esteve no poder e provaram que não tem capacidade para nada, não pode voltar.
Não tenho procuração dos Vianas para representá-los, exponho-me como um cidadão comum que vê cada dia o desenvolvimento deste estado, defendê-los é uma questão de bom senso. As possíveis mazelas se às existem devem ser denunciadas, mas as virtudes devem ser reconhecidas.
24/11/09
Adeus, FHC
Artigo de: Leandro Fortes
Copiado do Blog da Dilma Rousseff
Fernando Henrique Cardoso foi um presidente da República limítrofe, transformado, quase sem luta, em uma marionete das elites mais violentas e atrasadas do país. Era uma vistosa autoridade entronizada no Palácio do Planalto, cheia de diplomas e títulos honoris causa, mas condenada a ser puxada nos arreios por Antonio Carlos Magalhães e aquela sua entourage sinistra, cruel e sorridente, colocada, bem colocada, nas engrenagens do Estado. Eleito nas asas do Plano Real – idealizado, elaborado e colocado em prática pelo presidente Itamar Franco –, FHC notabilizou-se, no fim das contas, por ter sido co-partícipe do desmonte aleatório e irrecuperável desse mesmo Estado brasileiro, ao qual tratou com desprezo intelectual, para não dizer vilania, a julgá-lo um empecilho aos planos da Nova Ordem, expedida pelos americanos, os patrões de sempre.
Em nome de uma política nebulosa emanada do chamado Consenso de Washington, mas genericamente classificada, simplesmente, de “privatização”, Fernando Henrique promoveu uma ocupação privada no Estado, a tirar do estômago do doente o alimento que ainda lhe restava, em nome de uma eficiência a ser distribuída em enormes lucros, aos quais, por motivos óbvios, o eleitor nunca tem acesso.
Das eleições de 1994 surgiu esse esboço de FHC que ainda vemos no noticiário, um antípoda do mítico “príncipe dos sociólogos” brotado de um ninho de oposição que prometia, para o futuro do Brasil, a voz de um homem formado na adversidade do AI-5 e de outras coturnadas de então. Sobrou-nos, porém, o homem que escolheu o PFL na hora de governar, sigla a quem recorreu, no velho estilo de república de bananas, para controlar a agenda do Congresso Nacional, ora com ACM, no Senado, ora com Luís Eduardo Magalhães, o filho do coronel, na Câmara dos Deputados. Dessa tristeza política resultou um processo de reeleição açodado e oportunista, gerido na bacia das almas dos votos comprados e sustentado numa fraude cambial que resultou na falência do País e no retorno humilhante ao patíbulo do FMI.
Isso tudo já seria um legado e tanto, mas FHC ainda nos fez o favor de, antes de ir embora, designar Gilmar Mendes para o Supremo Tribunal Federal, o que, nas atuais circunstâncias, dispensa qualquer comentário.
Em 1994, rodei uns bons rincões do Brasil atrás do candidato Fernando Henrique, como repórter do Jornal do Brasil. Lembro de ver FHC inaugurando uma bica (isso mesmo, uma bica!) de água em Canudos, na Bahia, ao lado de ACM, por quem tinha os braços levantados para o alto, a saudar a miséria, literalmente, pelas mãos daquele que se sagrou como mestre em perpetuá-la. Numa tarde sufocante, durante uma visita ao sertão pernambucano, ouvi FHC contar a uma platéia de camponeses, que, por causa da ditadura militar, havia sido expulso da USP e, assim, perdido a cátedra. Falou isso para um grupo de agricultores pobres, ignorantes e estupefatos, empurrados pelas lideranças pefelistas locais a um galpão a servir de tribuna ao grande sociólogo do Plano Real. Uns riram, outros se entreolharam, eu gargalhei: “perder a cátedra”, naquele momento, diante daquela gente simples, soou como uma espécie de abuso sexual recorrente nas cadeias brasileiras. Mas FHC não falava para aquela gente, mas para quem se supunha dono dela.
Hoje, FHC virou uma espécie de ressentido profissional, a destilar o fel da inveja que tem do presidente Lula, já sem nenhum pudor, em entrevistas e artigos de jornal, justamente onde ainda encontra gente disposta a lhe dar espaço e ouvidos. Como em 1998, às vésperas da reeleição, quando foi flagrado em um grampo ilegal feito nos telefones do BNDES. Empavonado, comentava, em tom de galhofa, com o ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros, das Comunicações, da subserviência da mídia que o apoiava acriticamente, em meio a turbilhão de escândalos que se ensaiava durante as privatizações de então:
Mendonça de Barros – A imprensa está muito favorável com editoriais.
FHC – Está demais, né? Estão exagerando, até!
A mesma mídia, capitaneada por um colunismo de viúvas, continua favorável a FHC. Exagerando, até. A diferença é que essa mesma mídia – e, em certos casos, os mesmos colunistas – não tem mais relevância alguma.
Resta-nos este enredo de ópera-bufa no qual, no fim do último ato, o príncipe caído reconhece a existência do filho bastardo, 18 anos depois de tê-lo mandado ao desterro, no bucho da mãe, com a ajuda e a cumplicidade de uma emissora de tevê concessionária do Estado – de quem, portanto, passou dois mandatos presidenciais como refém e serviçal.
Agora, às portas do esquecimento, escondido no quarto dos fundos pelos tucanos, como um parente esclerosado de quem a família passou do orgulho à vergonha, FHC decidiu recorrer à maconha.
A meu ver, um pouco tarde demais.
Copiado do Blog da Dilma Rousseff
Fernando Henrique Cardoso foi um presidente da República limítrofe, transformado, quase sem luta, em uma marionete das elites mais violentas e atrasadas do país. Era uma vistosa autoridade entronizada no Palácio do Planalto, cheia de diplomas e títulos honoris causa, mas condenada a ser puxada nos arreios por Antonio Carlos Magalhães e aquela sua entourage sinistra, cruel e sorridente, colocada, bem colocada, nas engrenagens do Estado. Eleito nas asas do Plano Real – idealizado, elaborado e colocado em prática pelo presidente Itamar Franco –, FHC notabilizou-se, no fim das contas, por ter sido co-partícipe do desmonte aleatório e irrecuperável desse mesmo Estado brasileiro, ao qual tratou com desprezo intelectual, para não dizer vilania, a julgá-lo um empecilho aos planos da Nova Ordem, expedida pelos americanos, os patrões de sempre.
Em nome de uma política nebulosa emanada do chamado Consenso de Washington, mas genericamente classificada, simplesmente, de “privatização”, Fernando Henrique promoveu uma ocupação privada no Estado, a tirar do estômago do doente o alimento que ainda lhe restava, em nome de uma eficiência a ser distribuída em enormes lucros, aos quais, por motivos óbvios, o eleitor nunca tem acesso.
Das eleições de 1994 surgiu esse esboço de FHC que ainda vemos no noticiário, um antípoda do mítico “príncipe dos sociólogos” brotado de um ninho de oposição que prometia, para o futuro do Brasil, a voz de um homem formado na adversidade do AI-5 e de outras coturnadas de então. Sobrou-nos, porém, o homem que escolheu o PFL na hora de governar, sigla a quem recorreu, no velho estilo de república de bananas, para controlar a agenda do Congresso Nacional, ora com ACM, no Senado, ora com Luís Eduardo Magalhães, o filho do coronel, na Câmara dos Deputados. Dessa tristeza política resultou um processo de reeleição açodado e oportunista, gerido na bacia das almas dos votos comprados e sustentado numa fraude cambial que resultou na falência do País e no retorno humilhante ao patíbulo do FMI.
Isso tudo já seria um legado e tanto, mas FHC ainda nos fez o favor de, antes de ir embora, designar Gilmar Mendes para o Supremo Tribunal Federal, o que, nas atuais circunstâncias, dispensa qualquer comentário.
Em 1994, rodei uns bons rincões do Brasil atrás do candidato Fernando Henrique, como repórter do Jornal do Brasil. Lembro de ver FHC inaugurando uma bica (isso mesmo, uma bica!) de água em Canudos, na Bahia, ao lado de ACM, por quem tinha os braços levantados para o alto, a saudar a miséria, literalmente, pelas mãos daquele que se sagrou como mestre em perpetuá-la. Numa tarde sufocante, durante uma visita ao sertão pernambucano, ouvi FHC contar a uma platéia de camponeses, que, por causa da ditadura militar, havia sido expulso da USP e, assim, perdido a cátedra. Falou isso para um grupo de agricultores pobres, ignorantes e estupefatos, empurrados pelas lideranças pefelistas locais a um galpão a servir de tribuna ao grande sociólogo do Plano Real. Uns riram, outros se entreolharam, eu gargalhei: “perder a cátedra”, naquele momento, diante daquela gente simples, soou como uma espécie de abuso sexual recorrente nas cadeias brasileiras. Mas FHC não falava para aquela gente, mas para quem se supunha dono dela.
Hoje, FHC virou uma espécie de ressentido profissional, a destilar o fel da inveja que tem do presidente Lula, já sem nenhum pudor, em entrevistas e artigos de jornal, justamente onde ainda encontra gente disposta a lhe dar espaço e ouvidos. Como em 1998, às vésperas da reeleição, quando foi flagrado em um grampo ilegal feito nos telefones do BNDES. Empavonado, comentava, em tom de galhofa, com o ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros, das Comunicações, da subserviência da mídia que o apoiava acriticamente, em meio a turbilhão de escândalos que se ensaiava durante as privatizações de então:
Mendonça de Barros – A imprensa está muito favorável com editoriais.
FHC – Está demais, né? Estão exagerando, até!
A mesma mídia, capitaneada por um colunismo de viúvas, continua favorável a FHC. Exagerando, até. A diferença é que essa mesma mídia – e, em certos casos, os mesmos colunistas – não tem mais relevância alguma.
Resta-nos este enredo de ópera-bufa no qual, no fim do último ato, o príncipe caído reconhece a existência do filho bastardo, 18 anos depois de tê-lo mandado ao desterro, no bucho da mãe, com a ajuda e a cumplicidade de uma emissora de tevê concessionária do Estado – de quem, portanto, passou dois mandatos presidenciais como refém e serviçal.
Agora, às portas do esquecimento, escondido no quarto dos fundos pelos tucanos, como um parente esclerosado de quem a família passou do orgulho à vergonha, FHC decidiu recorrer à maconha.
A meu ver, um pouco tarde demais.
19/11/09
APELAÇÃO PURA!
ARTIGO COPIADO DO BLOG DA DILMA ROUSSEFF
A oposição está totalmente despirocada, sem rumo, sem prumo, sem candidato, sem ação coerente. O sucesso do governo Lula, o fato de Lula ser o melhor presidente do Brasil em todos os tempos, o fato de a crise econômica mundial ter atingido o Brasil conforme disse o presidente Lula, como "uma marolinha", o fato de a desigualdade social, a fome, a miséria, terem diminuído muito no governo Lula, fato esse reconhecido pelo povo brasileiro e também mundialmente, surtou a oposição.
O PSDB e seu rabo, o DEM, estão se atacando mutuamente, o Serra e o Aécio estão chegando às vias de fato pela disputa da candidatura. Surtaram de forma tão avassaladora que já estão apelando para os espíritos, para as magias, esoterismo e videntes. Parece piada, mas é a realidade.
O Arthur Virgílio, PSDB (AM), disse que convidou a vidente da Fundação Cobra Coral, Adelaide Scritori, para participar dos debates sobre as causas do apagão como um protesto contra a blindagem da ministra Dilma Rousseff.
Talvez O PSDB queira entregar a essa senhora, vidente da Fundação Cacique Cobra Coral, o Ministério de Minas e Energia. Seu poder espiritual garantiria que raios não caíssem nunca mais nas linhas de transmissão, que os ventos, chuvas, tempestade passariam longe das linhas de transmissão de energia.
O PSDB nunca teve e não têm propostas, projetos, planos de governo para o Brasil. Eles não tiveram competência quando foram governo e não têm competência para serem oposição. Então apelam para o sobrenatural, para espíritos, videntes, cartomantes. É puro desespero, estão vendo a viola em cacos, sente que não vão eleger seu candidato, o Serra. Vão chamar também o Juscelino Luz, que garantiu, afirmou, registrou em cartório que o Alckmin seria eleito presidente em 2006? Incoerência, irresponsabilidade, falta de bom senso, falta de discernimento, falta de vergonha na cara. Não tem limite o ridículo a que a oposição se expõe. É inacreditável pensar que eles querem voltar ao poder!
Jussara Seixas
A oposição está totalmente despirocada, sem rumo, sem prumo, sem candidato, sem ação coerente. O sucesso do governo Lula, o fato de Lula ser o melhor presidente do Brasil em todos os tempos, o fato de a crise econômica mundial ter atingido o Brasil conforme disse o presidente Lula, como "uma marolinha", o fato de a desigualdade social, a fome, a miséria, terem diminuído muito no governo Lula, fato esse reconhecido pelo povo brasileiro e também mundialmente, surtou a oposição.
O PSDB e seu rabo, o DEM, estão se atacando mutuamente, o Serra e o Aécio estão chegando às vias de fato pela disputa da candidatura. Surtaram de forma tão avassaladora que já estão apelando para os espíritos, para as magias, esoterismo e videntes. Parece piada, mas é a realidade.
O Arthur Virgílio, PSDB (AM), disse que convidou a vidente da Fundação Cobra Coral, Adelaide Scritori, para participar dos debates sobre as causas do apagão como um protesto contra a blindagem da ministra Dilma Rousseff.
Talvez O PSDB queira entregar a essa senhora, vidente da Fundação Cacique Cobra Coral, o Ministério de Minas e Energia. Seu poder espiritual garantiria que raios não caíssem nunca mais nas linhas de transmissão, que os ventos, chuvas, tempestade passariam longe das linhas de transmissão de energia.
O PSDB nunca teve e não têm propostas, projetos, planos de governo para o Brasil. Eles não tiveram competência quando foram governo e não têm competência para serem oposição. Então apelam para o sobrenatural, para espíritos, videntes, cartomantes. É puro desespero, estão vendo a viola em cacos, sente que não vão eleger seu candidato, o Serra. Vão chamar também o Juscelino Luz, que garantiu, afirmou, registrou em cartório que o Alckmin seria eleito presidente em 2006? Incoerência, irresponsabilidade, falta de bom senso, falta de discernimento, falta de vergonha na cara. Não tem limite o ridículo a que a oposição se expõe. É inacreditável pensar que eles querem voltar ao poder!
Jussara Seixas
16/11/09
GOLPE DA IMPRENSA
Vendo os últimos acontecimentos na imprensa nacional sobre a queda de energia no último dia 10 deste mês, vejo muito jornalismo inconseqüente, irresponsável em não querer mostrar os acontecimentos com responsabilidades, o que me leva a crer que o poder faz coisas que nossa imaginação se perde.
O Governo passado sucatou o Brasil, vendeu as estatais e preço de berinjela, comprou votos para a reeleição do FHC, criaram tantas maracutaias às vistas da imprensa que nada denunciava. Perdeu a eleição para um operário: riram não os acreditava que um simples torneiro mecânico tivesse capacidade de conduzir, direcionar este país que estava em naufrágio em alto mar. Bastaram dois anos do primeiro mandato do Lula para eles ficarem com as abanadeiras atentas, criaram tantas situações e sempre com a conivência com a imprensa tendenciosa.
Quem garante a todos nós que o tal “mensalão” não foi um tentativa de golpe? Quem me garante que o tal criador do dito esquema, não foi plantado justamente pela oposição para criar um escândalo e pegar o Lula que ainda não era reconhecido mundialmente como “o cara”. O tempo dirá!
O Lula continuou aprontando, colocando a economia nos seus devidos rumos, os pobres passaram e viver mais dignamente, e ele o metalúrgico foi reeleito. Para o desespero das elites, da imprensa ele foi reeleito. E gora o Brasil é reconhecido pelas principais potências do mundo como um país sólido economicamente. Os dos contra deram um viva quando viram que suas chances seria a crise econômica criada pelos Estados Unidos. De novo não deu certo, o tiro saiu pela culatra, às ações do presidente Lula tirou o Brasil da crise muito antes que muitos países, quando eles vêem que a candidata indicada pelo Lula começa a deslanchar e o deles a despencar, bate um sufoco danado.
E não é para desesperar? Será que não eles não têm motivos de sobra para praticar terrorismo para voltar ao PODER?
E quem pratica os tais terrorismo? Quem os pratica são os desesperados da oposição afinados com a imprensa que fabricam notícias. Fazem jornalismo conforme o quinhão recebido ou a receber.
É lamentável que a imprensa ainda não descesse do palanque. A imprensa mais a classe das elites ainda não ingeriram de jeito algum as suas derrotas para um presidente do povo, e agora por quaisquer coisas tentam direcionar os fatos de forma pejorativa para atingir o Presidente Lula e a futura presidente Dilma Rousseff.
10/11/09
QUE SERTANEJO?
No inicio da década de 80 com a chegada das bandas do Rock Nacional o caipirismo enfrentavam muito preconceito, seja pela juventude ou mesmo ouvir dupla genuinamente caipira era cafona. Duplas caipiras só eram ouvidas nos programas das madrugadas e dos crepúsculos, e quem as ouvia eram só os “pessoá” da roça ou os “véios” das cidades.
Um bom exemplo é a dupla Chitãozinho e Xhororó, se eles continuassem a cantar o que os nomes da dupla sugerem, ou seja: moda caipira só com viola violão sanfona e aquela toada de duas vozes, o sucesso nunca chegaria. Tiveram que se adaptar ao estilo comercial, tipo: música brega, musica destinada aos bares, cabarés e zonas. Com seus visuais cabelos cortes franjinha e longos ganharam o mundo puxado pela música “Fio de Cabelo”. E nestes moldes Fio de Cabelo não foi só esta, teve outras totalmente contraditórias com o estilo politicamente correta que pregava as enxurradas de bandas Pop Rock nacional que surgiam. O preconceito não foi menor, mas pelo menos tinha um público urbano que os seguia e aumentava suas contas bancárias, eles não precisavam mais dos ouvintes “sertanejos” propriamente ditos.
Com o sucesso da referida duplas, outras apareceram e na rabeira faziam sucessos. Músicas que não tinha nada de sertanejo, mas de sertanejas as chamavam e as chamam. Com as novas regras, passou a ser tocadas nos horários normais das rádios numa mistureba com outros estilos musicais. As verdadeiras duplas sertanejas ficaram no anonimato, duplas como: Tonico e Tinoco, Zico e Zeca e tantos outros autênticos cantores caipiras.
Com o passar do tempo e já sólidos no mercador fonográficos passaram a dedicar uma faixa dos seus álbuns, uma música sertaneja chamada raís, bem como por questão de consciência, as novas duplas ainda convidam os antigos para fazerem um “jabá” nos seus shows para morder um pequeno cachê. Hoje para consumidores de músicas já não existe diferença entre sertaneja, rock, MPB. Tudo é música. Para a alegria de quem nem canta tanto assim, mas com a tecnologia e um montão de instrumentos musicais nem precisam cantar, baste ter um bom produtor.
A formação da cantoria com toada de duas notas só em programas de resgate da cultura, agora cantam num tal de “oitavado” às vezes a segunda voz nem aparece, só da um pequeno efeito, é o caso da dupla Bruno e Marroni, o primeiro se esgoela com sua vós estridente e o segundo só abre a boca. Porem instrumento musical e programas de computador é os repensáveis para completar a harmonia sonora.
Atualmente a coisa é bem diferente, é chic usar um belo chapéu e um par de botas é dizer: Sou sertanejo. Tudo isso puxado pelos decanos Chitãozinho e Xororó. Mas sertanejo, Sertanejo, nem são tantos assim! As duplas não se apresentam mais em programas de TV com paletó amarelinho e botinas combinado, nem muito camisas iguais no tom xadrez. As duplas “chamadas sertanejas” destes tempos só se apresentam em programa, em grandes casas de shows ou mesmo em teatros vestindo Armani, botas de couro de Jacaré de Cobra e até mesmo couro de Rã. As tais duplas não usam mais aviões de carreira, quase todas são donos de Jatinhos ou Ônibus tipo apartamento.
Os empresários e as gravadoras muito lhes agradecem.
Nada contra o progresso, é que sou meio saudosista!!!
28/10/09
TULHA DE ALGODÃO
Nos tempos de hoje, criamos nossos filhos à base do consumismo que a nós é oferecido.
Cola-Cola, Batata Frita da Elma Chips, Sundays. Roupas de Griff e Sapatinhos das estrelas da TV. Vídeo Game e até Notbook, Celular e MP's.
Pô, para eu poder oferecer tudo isso aos meus filhos, coisa que eu criança nem imagina que um dia fosse existir é meio estranho. Se eu posso, ou podemos fazer pros nossos filhos o que não tivemos, por que saudade de antigamente?
Com tantos brinquedos pré-montados, para que fazer rodelinhas de casca de Peroba para criar um carrinho de madeira? Com tanta opção de refrigerantes se estragando pelas nossas cozinhas, para que ficar secando um Guaraná na prateleira da venda ao ponto de secá-la sem ser aberta? Com tantos X Burgs, Tudo, Bacom e X Salada, para quê ficar paquerando uma bola de Mortadela pendurada?
Tulha para quem não sabe, é um grande depósito de colheitas das fazendas de agricultura. Para uma pessoa que nasceu e sempre morou na zona urbana pode pensar que “Tulha” seja o feminino de Túlio. Tulha para armazenar milho, feijão, amendoim e o dito Algodão.
Hoje aqui na minha cidade esta chovendo, uma chuva serena e calma, é o começo do período “invernoso” de minha região. Olhando a chuva cair de mansinho, meus pensamentos me levam ao passado. Passado de vida vivida, vida que me fez ser homem, que me deu certo suporte para eu hoje poder enfrentar as adversidades que nunca imaginaria enfrenta-las.
Eu com sete anos e outras crianças da época quase todas trabalhavam, de um jeito ou outro alguma coisa faziam, eu ora ajudava minha mãe em afazeres domésticos ou mesmo indo as vendas mais próximas fazer pequenas compra. Coisa como comprar fósforo, grampinhos para cabelo, linha de costura e até Dedal, aquela coisinha que se colocavam no dedo para auxiliar nas costuras. Não eram serviços pesados, mas era ocupação. Daí para frente já levava a bóia para o pessoal que iam cedo pra roça. Com o bornal nos ombros cheios de vasilhas com as refeições, pés no chão já apresentavam pequenas rachaduras, e dedo com as pontas espedaçadas de tanto trupicão. Às vezes usava-mos chinelinhos de dedos tipo havaianas, que quando quebravam as tiras colocava-se um araminho e continuava usado-as.
A gente trabalhava, mas torcia que viesse chuva parar uma parada, no caso colheita de algodão, como a gente ganhava por produção, por arroba, com chuva não dava de colher, algodão molhado não se colhe e também aumentava muito o peso. Quando chovia corríamos para a Tulha. A Tulha de cheia de algodão subia-se por cima, ficávamos quase com a cabeça no telhado, ouvindo a chuva e querendo que a chuva não parasse, ali almoçávamos, ali se dormia até a hora da chuva parar ou irmos para casa.
Por que sodade daquela vida marvada?
Saudade daquela vida malvada me deu suporte para viver longe das Tulhas, das colheitas de algodão, das entregas da bóia e os “Quero-Quero” me perseguindo. Dos Rios e Riachos e pescarias de Lambaris. Dos cantos dos Sabiás Laranjeiras e o coaxar do Sapo Cururu. Das Quermesses na Capela da Vila, com Quentão ao Picolé de Groselha.
Cola-Cola, Batata Frita da Elma Chips, Sundays. Roupas de Griff e Sapatinhos das estrelas da TV. Vídeo Game e até Notbook, Celular e MP's.
Pô, para eu poder oferecer tudo isso aos meus filhos, coisa que eu criança nem imagina que um dia fosse existir é meio estranho. Se eu posso, ou podemos fazer pros nossos filhos o que não tivemos, por que saudade de antigamente?
Com tantos brinquedos pré-montados, para que fazer rodelinhas de casca de Peroba para criar um carrinho de madeira? Com tanta opção de refrigerantes se estragando pelas nossas cozinhas, para que ficar secando um Guaraná na prateleira da venda ao ponto de secá-la sem ser aberta? Com tantos X Burgs, Tudo, Bacom e X Salada, para quê ficar paquerando uma bola de Mortadela pendurada?
Tulha para quem não sabe, é um grande depósito de colheitas das fazendas de agricultura. Para uma pessoa que nasceu e sempre morou na zona urbana pode pensar que “Tulha” seja o feminino de Túlio. Tulha para armazenar milho, feijão, amendoim e o dito Algodão.
Hoje aqui na minha cidade esta chovendo, uma chuva serena e calma, é o começo do período “invernoso” de minha região. Olhando a chuva cair de mansinho, meus pensamentos me levam ao passado. Passado de vida vivida, vida que me fez ser homem, que me deu certo suporte para eu hoje poder enfrentar as adversidades que nunca imaginaria enfrenta-las.
Eu com sete anos e outras crianças da época quase todas trabalhavam, de um jeito ou outro alguma coisa faziam, eu ora ajudava minha mãe em afazeres domésticos ou mesmo indo as vendas mais próximas fazer pequenas compra. Coisa como comprar fósforo, grampinhos para cabelo, linha de costura e até Dedal, aquela coisinha que se colocavam no dedo para auxiliar nas costuras. Não eram serviços pesados, mas era ocupação. Daí para frente já levava a bóia para o pessoal que iam cedo pra roça. Com o bornal nos ombros cheios de vasilhas com as refeições, pés no chão já apresentavam pequenas rachaduras, e dedo com as pontas espedaçadas de tanto trupicão. Às vezes usava-mos chinelinhos de dedos tipo havaianas, que quando quebravam as tiras colocava-se um araminho e continuava usado-as.
A gente trabalhava, mas torcia que viesse chuva parar uma parada, no caso colheita de algodão, como a gente ganhava por produção, por arroba, com chuva não dava de colher, algodão molhado não se colhe e também aumentava muito o peso. Quando chovia corríamos para a Tulha. A Tulha de cheia de algodão subia-se por cima, ficávamos quase com a cabeça no telhado, ouvindo a chuva e querendo que a chuva não parasse, ali almoçávamos, ali se dormia até a hora da chuva parar ou irmos para casa.
Por que sodade daquela vida marvada?
Saudade daquela vida malvada me deu suporte para viver longe das Tulhas, das colheitas de algodão, das entregas da bóia e os “Quero-Quero” me perseguindo. Dos Rios e Riachos e pescarias de Lambaris. Dos cantos dos Sabiás Laranjeiras e o coaxar do Sapo Cururu. Das Quermesses na Capela da Vila, com Quentão ao Picolé de Groselha.
24/10/09
PENA DE MORTE! POR QUE?
Depois que acalmou as discussões aqui sobre o tema “Pena de Morte” em face dos acontecimentos no Rio eu nada postei nos principais blogs sobre o tema, prefiro me expressar fora do calor do debate, com excesso de emoção penso que não se chega a nenhum denominador.
A questão criminalidade nos grandes centros o principal motivos é sem dúvida a “Dívida Social”, dívida que o Brasil tem com os brasileiros desde sua fundação. Riquezas saiam e aqui nada se investia. Cresceu a revolta dos explorados e criando um mundo marginal, e, isto não é suposição ou teses. Essa vergonha não envergonha a quem deveria se envergonhar.
Mesmo com todas as injustiças criadas, nota-se, que também a prática de crimes é contagiante, ora pela adrenalina para viver a margem da sociedade e o dinheiro *fácil que a criminalidade proporciona.
*Fácil, pois às vezes é muito estimulante o quinhão do pode ganhar com o errado do que ser um proletariado e receber mensalmente.
Para quem quer viver na marginalidade, tudo é motivo para optar pelo crime. É um político ladrão, é um pastor espertalhão é uma instituição que só pensa em riquezas. Tudo isso é “munição” para estimular tais práticas criminosas. Mas, todos têm sabedoria é intelecto para planejar “crimes”, que não usam suas sabedorias e seus intelectos para desenvolverem honestidade, trabalho por mais humilde que seja.
O que é crime? São sós os bandidos se planejarem nos morros? É só o contrabando de entorpecentes e armas nas fronteiras? Geralmente muito se questiona a legalização da “Pena de Morte” quando aparecem noticiários dos confrontos polícia/bandidos nas grandes cidades. E os grandes crimes praticados por “gangs” dos esclarecidos, roubando o erário público, corrompendo e fazendo corruptores?
Geralmente se assimilam crimes aos menos esclarecidos, mas é um ledo engano. Quem patrocina crimes, uma boa parcela é dos que esquentaram bancos de faculdade, que usam os seus diplomas para fabricar bandidos. E esses bandidos, se a tal Lei aprovada for a Injeção Letal o picará?
Se perguntarem se a favor da pena de morte é óbvio que sou contra. Pois penso que a suposta Lei, poderá ser mais bem aplicada a quem tem menos poder de defesa, enquanto os “grandes” mesmo praticando crimes semelhantes poderão escapar com mais facilidade. Óbviamente por ter mais condições de defesas.
Agora, Lei é Lei. E, elas têm que serem cumpridas. Sendo qual for o sistema devidamente aprovada pelo povo. Que as instituições funcionem com a Lei para que as Leis possam ser respeitas e tenham seu valor.
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